Abraçando amor

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Eu me sinto estranho, eu sou estranho pra caralho

2020.10.20 03:53 Control-Much Eu me sinto estranho, eu sou estranho pra caralho

Geralmente eu não sou um cara de pedir auto-ajuda, sinceramente esse é meu primeiro post aqui no Reddit, (acredito que já lurkei o suficiente) a real é que eu fui abusado pela amante do meu pai bem novo. (ela tinha 24 e eu tinha 8) isso se perpétuo até meus 13 eu acho com isso a infame desgraçada além de enfiar o dedo no meu rabo conseguiu me transformar em um garoto bem introvertido e quieto, logo, um punheteiro bem novo ela conseguiu me “depravar” bem novo fazendo eu me tornar uma batata social que vivia em função de realizar os desejos pedófilos dela, na real é que eu me sinto culpado por gostar disso além dela ser amante do meu pai e morar na minha casa como se fosse filha da minha mãe (ela simplesmente agiu como santa para ser acolhida pela minha mãe, a mesma tratava ela como minha irmã) logo isso me fez desenvolver vários problemas como fobia social e problemas de insônia pós ela fazia questão de me “felar” a noite assim quando bem entendia, eu geralmente falava não e que ela não podia fazer aquilo comigo então ela tampava minha boca com a mão e continuava.
A longo prazo isso me ferrou de diversas formas tanto nos meus relacionamentos, quanto na vida social e profissional. Além deu ter ereções aleatórias, isso não parou nem depois da puberdade. Eu sou um viciado em pornografia e sexualizo coisas simplesmente não saudáveis, claramente minha mente se tornou perturbada depois daquilo, mas eu nunca desenvolvi um quandro mais sério quando eu era novo, não comparando do que eu desenvolvi uns anos para cá.
Bom, assim que eu cheguei nos 14 e arrumei minha primeira namorada é que eu tive uma epifania, a primeira é que minha vó é uma arrombada (ela simplesmente impatou a minha primeira foda porque minha mãe pos ela de babá para não deixar eu meter o boneco na menina, depois que minha vó expulsou ela da minha casa logo depois essa garota terminou comigo) a segunda é que minha vida não tinha muito sentido as pessoas me usavam para ter o que elas queriam seja prazer momentâneo, objetos, serviços ou apóio moral e logo depois me descartam como um trapo velho, isso tudo veio junto com a morte do meu tio com 42 facadas na barriga, querendo ou não meu tio além de um grande cheirador de coca, era um dos meus melhores amigos (Ele me mostrou jogos online, lan houses, amigos, e cuidava de mim verdadeiramente sem pedir nada em troca além de um dinheiro para ele comprar um saquinho da fininha as vezes) Ele simplesmente curou minha fobia social e fez eu ter a infância que eu tinha perdido por ser um escravo sexual sem amigos de uma deposito imunda que nunca se importou comigo.
Assim que ele morreu meu mundo desabou foi a primeira experiência com a morte que eu tive, logo de alguém tão próximo, isso me quebrou de diversas formas.
Com isso veio a inevitável depressão eu literalmente só existia para um propósito merda, eu comecei a fumar cigarro para passar a ansiedade bem novo com 15 eu já fumava os “diversos” aquilo me trazia a sensação de leveza, mesmo que fosse uma paz momentânea, era como se meu cérebro parasse de “autistar” (eu sou hiperativo) mesmo eu queimando cada sinapse cerebral que eu tinha, aquele amargo na boca me deixava calmo.
Meu vício e depressão perduraram até um webnamoro merda que eu tive em que eu acreditava que era a “garota perfeita” pura ilusão de um emocionado eu realmente pensei que eu poderia vê-la, ter uma família com ela, conseguir consertar as merdas que eu fiz para mim mesmo e começar a amar o falo ambulante que as pessoas acham que eu sou, eu simplesmente dei tudo para ela e durante os primeiros 7 meses foi tudo ok, era muito amor e muita consideração minha, pois eu sou um cara muito “good guy”, ela tinha uma depressão bem forte por conta do pai abusivo e da mãe ausente (o pai dela é pastor e espanca os filhos, fica bêbado, vive na degeneração, bolsominion) esses pontos que geraram uma “femcel” esquerdista e bissexual.
Ela era fofa, eu achava que estava apaixonado, mas como todos os meus namoros ela só meu usou porque não tinha nada melhor. E me trocou por um ex paulista “femboy” que exigia nudes dela e a travata como lixo, simplesmente eu me sentia muito culpado, pois eu tinha me iludido em algo que claramente não tinha futuro, mas eu sou extremamente carente então o melhor encantamento para me levar no bolso é dizer que me ama, independentemente da circunstância, literalmente ela dizia coisas para eu me sentir horrível comigo mesmo e logo depois dizia que me amava, eu me sentia abraçando um cactu mesmo que não fosse de “verdade” era a primeira vez que alguém falava que me amava, eu entrei em pânico, mesmo eu sabendo cada segundo que aquilo não era o certo a se fazer e eu estava regredindo.
Querendo ou não ela me ajudou a superar uma fase da minha vida, mas eu nunca parei de me sentir um objeto. Na real eu ainda tive mais certezas disso eu simplesmente sou um dildo de plástico que estou na gaveta para quando elas não têm ninguém. (não eu não me considero bonito, longe disso eu to mais para brasileiro morador de periferia padrão)
Logo depois disso eu quis adiar o problema e começar a sair mais com meus colegas e meu primo começou a morar aqui por volta de 3 meses foi tudo tranquilo até que fomos num “hokah” (buteco adolescente) nós juntamos lá, eu comecei a beber até que perdi a inibição e comecei a ir em toda mulher que eu via pela frente igual um macaco, a primeira me achou simpático e me puxou pro canto quando tudo já ia dar certo um colega me barrou dizendo que ela já tinha “dono”, eu ri e meti um “a gente divide, né pae” meu colega riu muito, por ele conhecer ela a mais tempo eu decidi não “profita-la”, mesmo com ele não conseguindo pegar ela depois, por pura consideração pelo cara, eu fui em outras 6 depois dessa e tomei fora de todas e ganhei um apelido de 7.
Na real é que as garotas agora me viam como uma piada que está lá para quando inflar o ego delas para quando elas precisam, tradução literal: “esquento para um babaca com grana comer”. Esse foi um dos momentos mais WTF possíveis na minha vida se não fosse a briga com meu primo que rolou depois. Ele ouviu o que eu tinha comentado com o meu colega e como as pessoas gostam de me oprimir inventaram uma história vergonhosa sobre meus foras para parecer herói na frente no irmão do meu melhor amigo, e como o resto dos meus amigos de infância babam o ovo do meu primo eles literalmente concordaram com ele criando 3 histórias diferentes do ocorrido literalmente forçando que eles eram “os heróis que salvaram o pequeno betinha de ser cobrado na saida do butequinho”, além do meu primo viver se achando o bonzão ele era um gigolô da porra em casa e só aproveitava não dando uma foda para minha mãe, sendo que ela fazia das tripas coração pro arrombado ele nunca tratou ela do jeito que ela merecia, eu cobrei a mentira que ele inventou e simplesmente fui contra toda a minha rodinha de amigos sendo fraco e falho.
Eu não deixei ele falar toda aquela merda sem ter penalidades, mesmo implorando para ele parar de falar e párarmos de discutir, ele veio para cima eu dei um no queixo e na orelha.
Foi o suficiente para deixá-lo katinguelê, então ele me ameaçou de pegar uma faca para mim, então eu quebrei uma bacia de vidro e com a mão e com os cacos sagrando na minha mão eu falei “tu meu irmão, que viveu a vida toda comigo, vai me furar, na nossa casa, com a nossa família aqui, NA MINHA CASA?”. Além de jogar umas coisas na cara dele porque ele merecia.
Foi o suficiente para minha mãe expulsar ele de casa, meus amigos acharam que eu armei para ele e a pessoa que literalmente passou 16 anos da vida ao meu lado meu melhor amigo chupou o ovo do meu primo, vendo tudo que ele diz como verdade absoluta.
Mais cedo ou mais tarde íamos brigar eu acabei de brigar com outra pessoa que viveu a vida toda ao meu lado, isso para mim, é frustrante porque literalmente eu sou dependente de toda emoção positiva que as pessoas têm por mim, ele usou o argumento que eu sou “mimado” por não ter nada da forma que eu quero, mesmo eu saindo errado em tudo quase sempre. Esse argumento ele valida falando que “eu tive tudo na vida agora não aguento perder”, eu esqueci de falar que a amante do meu pai antes de ser pega pela minha mãe roubou todo o dinheiro do meu pai e sumiu do mapa.
Meu pai trabalha no comércio então com a crise, inflação, copa do mundo, carnaval e covid. A gente sempre passa um aperto aqui e alí.
Eu simplesmente sou muito sensível a essa merda eu não sei porque esse padrão aleatório de merda me segue e eu não consigo ser feliz, ou do porque eu me importar com isso.
¹Edit: eu comecei a gostar de trans então a tampa do bueiro leva ao esgoto, por isso eu to aqui. ²Edit: eu me sinto sozinho e vulnerável ³Edit: eu sinto que a minha solução seria uma pessoa que sofreu tanto quanto eu para me entender verdadeiramente. ⁴Edit: esse post é frescurento para um caralho, pois eu sou horrível contando algo então essa merda parece pura frescura, mas foi traumático cada segundo ⁵Edit: apanhei para caralho na escola quando era muleque por ser esquisito ⁶Edit: minha irmã não me suportar e tentou me matar usando um iPhone 6 plus, ela quebrou ele na minha cabeça 8 (pontos). ⁷Edit: tentei me matar usando cabo de extensão no box do banheiro e pulando de uma cachoeira.
⁸Edit: é minha primeira vez sendo op aqui, não tenho muito experiência.
Also, acho que embananei essa porra para caralho e não cheguei em lugar nenhum, mas eu precisava de um lugar para postar essa merda sem polimentos com esses pensamentos abstratos antes que eu comece a chorar pelo quão random essa merda de vida é.
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2020.10.12 22:47 Camalleudas Tenho nojo e repulsa por demonstrar sentimentos pelas pessoas e também acho idiota quando as pessoas se expressam

Quando alguém diz "amo a minha mãe, mamãe eu te amo" isso é nojento, como a pessoa não se sente tola dizendo isso? "amo minha família, amo a vida" ou falar um simples "oi, amor, te amo vida" interpreto isso como algo repulsivo, não sei o que há de errado comigo. Não gosto que me toquem, que me abracem, que apertem minhas mãos, na universidade fico isolado por opção, só me sinto bem no fim de período que reduz o número de frequentadores, me incomodo com vizinhança, me incomodo ao sair de casa e ver gente na rua. Já cheguei a sair de madrugada e caminhar sozinho na rua, não senti medo (é claro que me sinto solitário as vezes, nem sempre). Enfim, nunca disse um "eu te amo" pra alguém. Minha mãe fala isso e eu não respondo, é idiota. Comecei um webnamoro e o garoto começou a falar que eu era fofo, na verdade sou, mas depois não gostava quando ele dizia "amo vc, gosto de vc, oi vida" tenho uma repulsa por isso. Acho idiota ver gente se abraçando e comemorando, não consigo, não me sinto superior a ninguém, não sei o porquê. Quando eu era criança fui muito reprimido (não podia chorar, não podia gostar de garotos, não podia falar gírias em casa) isso influenciou será? na infância fui aquele arquétipo de menino frágil e sensível, se vc falasse um "a", ficava magoado e chorava (não, nunca fui mimado). Tenho ódio de mim, nojo do meu corpo, mas ao mesmo tempo não. Quero ter um namorado, mas ao mesmo tempo não quero sentimentalismo. Acho nojento escrever textos de amizade, tenho "amigos" mas não os chamo de amigos, é repulsivo também. Não tenho sentimento de pertencimento nenhum a família. Só fui conhecer avó, avô (e só de parte de mãe) lá pelos 12 anos. Antes disso convivi basicamente com minha mãe, tia e irmã (só elas). Meu pai só vi depois dos 16, não sinto nada por ele, odeio o sobrenome herdado. Só consegui desenvolver afeto pelo meu cachorro, mas to sem vê-lo há 2 anos kkk, não sinto saudades, mas consigo abraçá-lo, carregar no colo e chamar de meu bb. Ele é a extensão da minha existência, e se ele morrer?
desculpa o textão.
Queria ser uma rocha.
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2020.10.07 05:42 Russo664 "Stay with me"

Para você, sim meu amor, para você
Sim meu amor, para você, para você
Eu sou eu, você é você.
Na noite passada, você dizia que se sentia da mesma forma.
E naquela jaqueta cinza, há uma macha de café familiar pra mim.
E como sempre... Como nossos reflexos em qualquer janela.
Stay with me
Eu choro em sua porta à meia-noite, mas você nunca volta.
E as estações passam.
Stay with me
Você sempre diz o mesmo, mas eu continuo abraçando esses momentos.
E esses são os momentos que eu nunca vou esquecer.
Eles dizem que há dois jeitos diferentes de amar.
E na noite passada você disse que pensava da mesma forma.
Outro inverno vem, e você está cada vez mais longe.
Mas mesmo assim, de forma habitual sinto você lá comigo...
Você sempre está lá.
Stay with me
Quando eu bato em sua porta eu sinto o buraco no meu coração.
Mais uma vez, outra estação passará...
Stay with me
Deixarei meu toca-discos tocar para sempre.
Repetindo a mesma melodia, de novo e de novo.
Stay with me
Vou ficar na sua porta, chorando por você por sempre.
Mais uma estação passa por você.
Stay with me
Você sempre diz o mesmo, mas eu continuo abraçando esses momentos.
Esses momentos me dão calor...
Stay with me
Eu choro em sua porta à meia-noite, mas você nunca volta.
E de novo, uma estação passa por nós.
Stay with me
Você sempre diz o mesmo, mas eu continuo abraçando esses momentos.
Porque esses momentos ainda me dão calor.
Stay with me
E eu ainda choro em sua porta à meia-noite, mas você nunca volta.
E de novo, uma estação passa por nós.
Stay with me
Matsubara Miki - Stay With Me
1959-2004.
Eu deixarei meu toca-discos tocar pra sempre, repetindo a mesma melodia, de novo e de novo.
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2020.09.13 22:39 TravsTravinho Por que as pessoas têm medo de assumir um namoro? Por que é tão difícil mergulhar no amor e aproveitar os bons momentos?

Eu (20H) conheci esse menino (19H) no Tinder faz alguns meses, acho que há uns 4 ou 5 pra ser mais exato. Ele é bem bonitinho e é o meu tipo rs, mora em uma cidade que fica meia-hora de estrada da minha. Eu me divido entre morar aqui e em outra cidade (300km de distância) onde faço faculdade, e ele faz faculdade do outro lado do Brasil. Ambos estamos de volta nas nossas cidades natais por conta da quarentena em 2020 e das aulas estarem rolando online.
Nós conversamos alguns dias sem parar por mensagem, eventualmente esquecemos um pouco, mas depois voltamos a conversar por ter dado um segundo match no Tinder, daí fui bem direto, já que nunca consigo um date nesse raio de aplicativo e resolvi chamá-lo pra sair (isso em Julho). Saímos, ele veio pra cá, e como eu tenho carro a gente começou a dar bastante rolê por aqui, e depois eu sempre levo ele de volta na cidade dele, ficamos sempre batendo papo até de madrugada no carro. Contudo, ele não pode ficar aqui em casa e nem eu posso ficar na casa dele, porque ambos estamos ficando na casa dos pais.
A maneira que achamos de ter um momento foi a de irmos para a cidade onde faço faculdade, lá eu tenho minha casa e podemos passar um tempinho mais íntimos. Acho que no nosso quarto date fomos passar uns 4 dias lá. De qualquer forma é meio caro, e pegar um avião pra cidade dele não é uma opção também, pelo menos não agora com o preço das passagens. Normalmente fazemos sexo no carro perto da casa dele, e sim, eu sei, é triste a vida do gay que não pode ter intimidade com alguém.
De qualquer forma toda semana a gente se encontra, ele não tem tanta grana e acaba que eu pago muitas coisas pra ele. Durante o mês de Agosto, entre a viagem pra minha cidade, idas e voltas da cidade dele, restaurantes e gasolina eu acabei gastando 2.100 reais!!! Eu não sou rico nem nada, eu só ganho uma boa bolsa de 1.500 reais pela faculdade, que não tenho usado pra nada esse ano (to na casa dos meus pais desde Março) e tenho um tantão desses meses todos guardado na poupança para viajar ano que vem.
Estamos muito bem até então, passamos noites e noites conversando no Discord, vendo Netflix juntos. Ele já sabe muito sobre a minha vida, sobre meus relacionamentos passados, meus amigos, minha família e eu sei sobre o dele, incluindo o péssimo passado que ele teve com um ex-namorado abusivo. Ele me diz que sempre foi um inocente apaixonado, e se jogou muito facilmente nesse relacionamento com o ex, o que gerou muitos traumas, crises de pânico, rolou traição e mais um monte de coisas bem pesadas que não quero falar aqui.
Eu sou um cara bem de boa, ele diz que eu sou um príncipe, que nunca conheceu alguém que o tratasse tão bem, que fosse tão inteligente, atencioso. Acho que parte disso é que nos meus relacionamentos passados eu aprendi a me importar muito com quem eu amo, e realmente, eu sempre faço muitos elogios pra ele, tento fazer ele se sentir seguro, e por mais que ele tenha dificuldades de acreditar que alguém realmente gosta dele, sempre gosto de afirmar como ele é importante, autossuficiente, e merece tudo de bom no mundo, que ninguém mais pode fazer com ele o que o ex fez. Eu sou o tipo de namorado que mostra o quanto gosta e se importa desde coisas pequenas, como abrir a porta do carro , até imaginar que eu me jogaria na frente de um tiro por quem eu amo, e eu o amo. Amo muito, nunca conheci alguém assim, e eu sei quando é paixão e quando é amor, sou novo, mas eu sempre fui meio precoce rs e precisei amadurecer muito cedo na vida.
Ele disse que me ama primeiro, não sei, eu aprendi a não admitir isso tão cedo, ver onde estou pisando e ver se realmente há reciprocidade. Posso tecer mil elogios mas só digo que amo quando tenho certeza. Tudo parece muito perfeito (exceto pelo dinheiro rs), mas ele não quer namorar, ele tem medo, muito medo. Medo de se entregar e fazerem de novo com ele o que ele sofreu, medo de que algum príncipe como eu resolva mudar meu jeito repentinamente e vire um monstro, usando da dependência emocional dele como arma, chantageando, traindo, etc. Medo de voltar para a cidade da faculdade dele e estar preso em um relacionamento com alguém há quase três mil quilômetros de distância, por mais que eu não veja problema em voar até lá para vê-lo. Medo da palavra “namorado”.
Sério, a gente já faz tudo que um casal de namorados faria, talvez seja meio cedo, mas ele diz que não quer ficar com outras pessoas além de mim, e eu digo o mesmo, ele diz que me ama e que não vê o dia dele sem falar comigo, que não consegue ficar longe de mim por muito tempo e já morre de saudade quando a gente se despede, ficamos conversando no carro, ouvindo música, mostrando qualquer coisa no celular um pro outro até a bateria acabar e perdermos noção do tempo. Já cheguei em casa 5h da manhã uma vez sem saber que horas eram ou por quanto tempo ficamos juntos. Ontem assistimos um filme em call pelo Discord e eu assisti ele dormir por umas duas horas enquanto eu estudava para uma prova que fiz hoje cedo, e quando ele acordou no meio da noite disse que não queria desligar, que queria dormir sentindo como se estivesse comigo, abraçando o travesseiro. Mesmo assim, ele não quer me chamar de namorado.
Mas, se o sentimento que eu sinto por ele é tão bom e puro, se nosso amor é tão saudável e cresce cada dia mais, por que precisamos nos segurar e não nos jogar no amor? Como pode uma pessoa traumatizar outra a ponto de alguém ter tanto medo de uma palavra?
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2020.08.19 22:57 foofate Sai do armário

Essa última semana, eu (H, 26) tava muito sobrecarregado com esse 'fardo' que fui predestinado a carregar durante toda a minha vida.
Estava tomando banho quando comecei a chorar do nada, a ponto de explodir. Decidi, então, que iria me abrir com minha mãe sobre ser gay logo o banho terminasse.
Perambulei pela casa pensativo, ensaiando o que iria falar e imaginando os possíveis cenários após a catástrofe.
Chamei ela pro meu quarto pra falar com ela e quando ela chegou, pedi que sentasse sobre a minha cama. Do lado dela, olhei-a nos olhos e não consegui proferir nenhuma palavra. A emoção logo subiu e abracei-a com a cabeça encostada em seu peito, chorando copiosamente.
Um pouco apavorada, ela me perguntou algumas vezes o que tava acontecendo e o que eu queria dizer pra ela, e mesmo assim nada saia pela minha boca, só conseguia chorar. Até que ela mesma fez a maldita pergunta: meu filho, tu quer me dizer que é gay?!
Levantei a cabeça e fiz um sim, balançando-a pra cima e pra baixo! Ela começou a chorar e me abraçando disse que não tinha problema, que tava tudo bem, ela me ama do mesmo jeito e pra não me preocupar com o que os outros irão pensar, que o mais importante é nossa família e o amor que temos uns pelos outros. Até me pediu se queria ajuda pra me abrir pros meus irmãos e familiares.
Minha cabeça ainda tá processando tudo, pq pra quem achava que nunca ia sair do armário pra família (pra mãe pelo menos) isso tudo tá parecendo um sonho.
Hoje vou dormir tranquilo, sem o fardo que carreguei por 26 anos.

**Desculpem qualquer erro de português, ainda to meio emocionado.

EDIT: Criei um grupo no WhatsApp e coloquei irmãos e "conjes". Fiz um anúncio geral pra eles, que foi bem aceito por todos, a princípio!
Falei com meu pai e ele não falou nada, ficou sem palavras kkkkkkkkkkkkk
É isso!! Peso do fardo ZERADO!!!
OBRIGADO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO A TODOS COMENTÁRIOS!!! DESEJO TUDO DE BOM PRA TODOS VOCÊS E MUITO AMOR!!! 🌈🌈🌈
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2020.06.21 21:09 Apectocio Minha Biografia

no 3º ano do fundamental eu conheci um grande amigo chamado de gabriel e dps eu tive que sair da escola e quero contar isso para vcs como foi ficar 3 anos sem o meu melhor amigo

1º ano

Eu tinha me mudado de escola devido a crise que teve em 2012 que afetou a minha família e meu pai acabou perdendo o emprego e troquei de escola de para um Sesi pequeno no 5 º ano e que estava com problemas financeiros, quando eu cheguei eu n consegui fazer um amigo e todo o recreio eu sentava sozinho em um canto ao lado da sala dos professores, até que depois de um tempo a coordenadora da escola passou onde eu tava e perguntou pq eu estava sozinho no recreio bem eu disse q não consigo ter um amigo pq não conseguia ter um assunto e ela me levou em um grupo da minha sala e me apresentou e fiquei com muita vergonha, o grupo só ignorou a minha existência e acabou o recreio.
Bem depois desse dia a coordenadora disse para todos os professores, e todos os dias a coordenadora pedia para um grupos de alunos ir conversar comigo e eles iam lá para conversar bem eu falava coisas bem curtas e depois de um tempo de silencio eles iam embora, meio ano passou o meu pai começou a trabalhar de "Tio de piruá" na minha escola e até que a coordenadora me puxou para uma sala e me apresentou um grupo que era um grupo de robótica e na quele dia fiquei muito confortável me sentia finalmente em casa pq eu gosto de Tecnologia e não precisava falar muito o grupo era de 3 garotas do 3º ano do ensino médio e 2 garotos do Ensino médio e um professor de robótica eu ficava quieto escutando e gostava de ouvir a conversa deles, mas nem tudo era um 1000 maravilhas eu tirava notas baixas pq eu não conseguia aprender até que a diretora da escola chamou o meu pai para conversar sobre o mim.
Depois desse conversa o meu pai falou para minha mãe resolver esse problema, e foi passou em médicos e a diretora queria a que eu passasse em uma psicóloga, o ano estava acabando as minhas notas não se encaixavam para passar de ano e na reunião de pais, e minha mãe disse para mim que passei só por uma coisa a minha mãe e a diretora fez um trato é que eu fizesse um curso do Kumon aceitou a proposta, e vamos lá para o 6º ano do ensino fundamental.

2ºano

6º a sua rotina escolar muda agora não é 1 professor são 5, no inicio do ano a escola teve que demitir o professor de robótica e acabou o grupo todos os alunos foram para a faculdade e fiquei de novo sozinho e agora estou fazendo kumon estava começando a ficar louco, que quando o professor disse que de um trabalho de casa eu simplesmente chorei na sala de aula e o professor conversou comigo e disse que eu nem tava tendo um tempo de "viver" a minha vida finais de semana cheio de lições de casa da escola e do kumon e quando eu chegava em casa o meu pai estava só cansado e não gosta de falar comigo até nos dias atuais
Metade do ano se foi, eu comecei a ir em uma psicóloga eu falava com ela pq eu pensava que tudo se resolvesse e fosse uma pessoa normal e eu precisava em colaborar com ela
O Sesi começou a falir não tinha professor de matemática trocaram por 5 professores que não conseguiam passar a matéria na sala de aula , e a minha media de notas de 7 ou 6 foi para 2 ou 3 depois de ver essas notas eu comecei a esconder as minhas provas de baixo da minha cama eu não queria ver a minha mãe triste, estava começando a ter a pensamentos tipo "Se eu repetir 1 ano eu vou ser um Jé ninguém eu não quero viver desse jeito! eu não ligo para a minha vida se eu viver como um Jé ninguém, apesar qual é o sentido da minha existência? as pessoas são melhores do que eu sempre conseguem tirar um 10 e viver a sua vida e eu me matando por um 6 ou 7 e me matar para fazer um trabalho chega desse loop infinito!" de madrugada eu tava fazendo as lições de do Kumon até que eu peguei um papel no bloco de notas e escrevi e depois comecei a sentir uma dor intensa nas minhas costas, uma dor que não dava para descrever uma mistura de ardência e dor em minhas costas e fui parar em um hospital.

2,5º ano

Fui para um hospital publico e demorei umas 2-3 horas fui atendido com medico cubano eu disse que eu estava com uma dor insuportável em minhas costas ele falou que queria ver as costas, eu não tinha visto em casa, e tinha umas bolhas e minha pele estava avermelhada, o medico pediu para deitar na maca e falou que ia apertar a minha barriga, eu disse " okayy né você tem o diploma você sabe o que está fazendo né" ele deu uma apertada na minha barriga de uma forma quase saiu os meu órgãos pela a minha boca, depois de ter apertado a minha barriga falou que a intenção era de VoMItAr, eu e meu pai que tava do lado a gente ficou com uma cara de "excuse WTF!" e ele disse que era virose então eu e meu pai saiu de madrugada quase amanhecendo do hospital, fomos em medico decente e disse que eu estava com o Herpes Zoster (caso não sabe, pesquise), comecei a tomar muitos remédios indo para a escola cheio de dores na minhas costas
Passou 3 meses e finalmente curado! eu lembro do meu medico que a causa pode ser tanto de estresse ou imunidade baixa e depois desse dia eu comecei a a cuidar da minha saúde, escola acabando e notas 2 ou 3 era toda hora em matemática, eu por desespero eu fui tentar colar com uma calculadora na prova não deu certo zeraram a minha prova.
Reunião de pais foi diferente dos anteriores, a diretora chamou o meus pais para conversar a sós e falou que não da para me passar de ano com as minhas notas me repetiram de ano depois desse disso eu só passei o dia para baixo, eu sentei em um degrau das escadas e meu pai chegou sentou ao meu lado, e disse que não precisa se preocupar esse ano foi difícil para você que ele não entenderiam como foi, eu entrei no carro eu tava no banco de atrás a viajem para a casa foi a minha mãe reclamando para o meu pai que tinha que por na escola publica não adianta investir em mim eu só ignorei
Dezembro estava dormindo na casa da minha vó o meu pai tinha arrumado um emprego mas tinha que viajar e demorava 3 meses para voltar e minha mãe tava trabalhando
Ano novo agora vai ser um ano bom 2016 tem que ser ótimo! já me matriculei em outra escola...
3...2..1!

3º ano

Nunca tinha visto os fogos de artifício de um jeito que parecia uma esperança uma coisa nova a cada ano ver os fogos queimando no céu e explodindo as pessoas se abraçando comemorando o seu amor e carinho da própria família e consegui perceber que a coisa mais valiosa foi ter a minha família que sempre estarão ao meu lado se pisar na bola isso foi inacreditável que eu pensei
Fevereiro comecei a escola nova que se chama Escrevivendo , e no primeiro dia conheci uma Garota mas MUITO diferente do normal ela nunca quer conversar com o grupo de garotas da sala pq são muito mesquinhas para ela, eu fui me apresentar para ter um amigo para ela e sinceramente acho que quando eu conheci ela acho que mudei de pessoa uma mais extrovertido, o nome dela é Pietra ela falava que tinha um namorado no 6º ano para mim soava um pouco irônico por ser muito nova, ela gostava muito do Doctor who e mostrou um cantor que tanto eu gosto até hoje Joji Tvfilthyfrank hoje em dia eu gosto mais do Joji kkkk
Até que um dia eu pela a primeira vez eu senti apaixonado por uma pessoa que a sensação de amar ela do simples fato que ser ela mesma e diferente, depois de conhecer ela o maior motivo era alegrar o meu dia ao lado dela e dar gargalhadas em um vídeo mais idiota que a gente achou na internet sobre chaves, aiai! que saudades! até que em um dia ela chegou para mim que e falou a verdade que não queria nem um relacionamento bem nessa parte eu tinha entendido também a gente era novo para isso .
Pietra se você estiver vendo isso te amo FEDIDA!
O meu pai me deu o primeiro celular um moto g1 finalmente! e geralmente o colégio no final do ano faz uma feira cultural e precisa do celular para os professores amurarem os alunos para dança mas que coisa vergonhosa, e o grupo era no facebook então tive que usar a minha conta que tinha feito a muito tempo atrás, abri o app de mensagens do facebook eu eu tenho umas mensagens de um tal de Gabriel, eu não me lembrava mesmo pq fazia muito tempo eu ignorei
Fiz a minha parte do trabalho e passei de ano! dezembro de novo na casa da minha vó até que eu lembro quem foi o Gabriel no 3 º ano do fundamental até que eu respondi ele CARA É VC? bem depois desse dia a gente ainda é melhores amigos a gente fica jogando se divertindo e vendo filmes, A Pietra não falo muito mais com ela pq tive que trocar de escola (Um dia eu vou fazer um desabafo só do Gabriel pq tá enorme isso !)

Conclusão

Meu a vida é importante se a situação tá ruim é para melhorar, se vc tem problemas procura um medico fale com pessoas a sua vida é importante! e quero que goste da minha biografia apesar que é mais puxado para desabafo
Tchau Galera! e um grande abraço em vcs!
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2020.04.29 05:21 alalaimsocool Sobre bipolaridade, mortes na família e tudo que há de ruim

Descobri esse subreddit recentemente e acho que hoje é um bom dia para postar aqui. O conteúdo postado aqui é bem variado e o que tenho a dizer não tem nada de muito diferente, mas sinto que preciso desabafar para pessoas que não sejam as que estão no meu (parco) entorno.
Vou tentar escrever de alguma forma que fique interessante para ser lido, também, então nada de tl;dr para vocês.
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Hoje é apenas o meu segundo dia sem meus remédios. Um deles, o mais potente, estou sem tomar por privação: minha psiquiatra não me responde pelos canais de contato e, portanto, estou sem receita para ele. O outro ainda está estocado aqui para pelo menos mais duas a três semanas, mas já não tenho mais vontade de tomá-lo.
Sei muito bem o que pode acontecer comigo sem minha medicação. Ano passado, fui diagnosticado com transtorno bipolar tipo II, o que, para quem não sabe muito bem sobre o assunto, quer dizer que sou mais inclinado ao aspecto depressivo do transtorno do que ao maníaco. É algo que me aflige há mais de uma década e foi responsável não só por muitas decisões de vida questionáveis mas também por inações imperdoáveis. Perdi relacionamentos amorosos, amizades e empregos por causa de algo que até pouco tempo atrás não tinha nome e, agora que tem, parece ainda mais assustador.
Hoje, vivo em uma cidade que não é a onde nasci. Vim para Goiânia alguns anos atrás com a esperança de ter um canto meu onde estudar e deixar minha vida florescer após tantos problemas familiares que passei. Já conhecia alguém para amar aqui, já tinha minha vaga na federal, tinha pouco dinheiro no bolso mas para todos os efeitos a universidade me garantiria a bolsa e minha família seguraria as pontas, como acordado.
Deu tudo certo. Por alguns meses.
Ainda naquele primeiro ano, duas pessoas extremamente importantes para minha permanência aqui faleceram de súbito: primeiro, minha tia. Aneurisma. Dois meses depois, minha mãe. Meningite. Lembro de como ria compulsivamente no ônibus enquanto a chefe de minha mãe me contava que havia encontrado ela ainda consciente em casa após convulsionar. Lembro de minha namorada à época tendo que ir em casa na manhã seguinte e deitar comigo até que eu conseguisse fechar os olhos por algumas horas após a madrugada inteira acordado. Lembro de voltar à minha cidade, São Paulo, e de como fiquei mais de 70 horas sem banho, indo de um canto a outro tentando resolver toda a burocracia que a morte exige.
(Felizmente, o inverno estava fortíssimo naqueles dias.)
Isso tudo é importante de contar não pelo trauma em si, que não foi grande como vocês podem supor (nunca tive uma relação muito próxima com meus pais, mesmo sendo filho único), mas pelo aspecto prático da coisa: o que se sucedeu foi uma série de tentativas de manter minha vida no lugar com a mesma habilidade de um bebê abraçando os vagões do trenzinho de uma vez só para guardar no baú. Cogitei ficar um tempo com meu pai e avó, mas eles logo me disseram que estavam de mudança para Minas Gerais (a morte de minha tia havia sido determinante para que não desejassem mais estar ali). Com nenhum parente na cidade, tudo que pude fazer foi voltar a Goiânia com ainda menos dinheiro, sem bolsa (pois havia trancado o curso depois de meses em São Paulo) e com uma ajuda familiar que não custearia uma quinzena de alimentação, quem diria um aluguel (mesmo dividido), e que minguou após um ou dois meses.
E vocês querem a real? Eu tô é cansado de contar essa história. Ela se repete todo dia na minha mente. Isso e tudo que se sucedeu: o transtorno chegando ao limite, eu trancando e destrancando a universidade, problemas mil no relacionamento (que se dissolveu após dois anos), situações ridículas para as quais eu precisaria fazer uma série de postagens para que fizessem algum sentido... mesmo tudo que acabei de escrever não é 100% preciso, visto que eu preciso manter alguma síntese nisso tudo.
Chegamos a hoje. Estou sem meus remédios e sempre com meu transtorno ao lado. Estou me relacionando há alguns meses com uma mulher ótima, que me faz muito bem mas que também enfrenta diversos problemas de ordem mental e emocional (pelo menos podemos apoiar um ao outro, né?). Recentemente tive uma crise de depressão que me custou o emprego, e até hoje não consegui me recompor a ponto de cogitar trabalhar em algum lugar - afinal, como fazer isso sabendo que minhas crises são praticamente inevitáveis em meio ao estresse de literalmente sobreviver numa cidade onde estou virtualmente só? -, o que quer dizer que não sei como pagarei o próximo aluguel. O mundo tá acabando lá fora e o Brasil vai acabar bem antes.
Ainda não estou em crise, mas sei que é questão de tempo se eu continuar sem meus remédios. Sempre me achei preguiçoso demais para atentar contra minha vida, mas tem sido cada vez mais difícil suportar minha vida atentando contra mim. Sei que é insustentável um bipolar morando sozinho sem apoio algum, seja de ordem financeira, psicológica ou emocional. Tudo que tenho feito é lutar em favor de uma vida que não tem como se consolidar.
E, pra piorar tudo, meu celular molhou e a tela não liga mais.
Hoje, como em quase todos os dias, o que faço é encarar o teto do quarto de minha kitnet alugada pensando até quando esse será meu teto. Até quando terei um teto. Lembro de quando eu tinha um teto. Lembro de quando eu morria de vontade de me formar, lembro de quando eu mudei para cá por amor a tanta coisa. É difícil demais desapegar do passado quando você não consegue ver um futuro.
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2020.02.18 05:24 Zavelins Comecei a ficar com um cara e queria ter um relacionamento sério, porém ele não é assumido e agora finge que é hétero, o que fazer?

Então, eu sou bi e tipo, conheci um cara no facebook e tals e sabe aquela pessoa que vc olha e acha que é areia demais pro seu caminhãozinho? Então, eu nunca achei que teria alguma chance com ele. Porém um dia teve um sarau na minha cidade, e aí eu encontrei ele lá, e sério eu e ele bêbado já queria fazer tudo ali pq achei que seria minha última vez que encontraria com ele. Mas aí no outro dia eu achei o Insta dele e ele me seguiu de volta, aí eu vendo isso já fui direto no direct chamar ele pra partir pra cima, até pq minha colega disse que ele era bi, e ok, fui lá e tals e já no primeiro dia de conversa ele já tava querendo saber quando a gente ia sair, e eu depois de alguns dias marquei um role com ele pra gente beber e se conhecer melhor, mas aí já vi que ele não queria nada de exposição, pois fez com que eu encontrasse ele num ponto da cidade às 1 da manhã, e eu disse que beleza, até pq pouco tempo atrás eu não era assumido e pensei que daria mais liberdade para nós dois ali sozinhos para fazer o que quiser. Chegando no dia a gente se encontrou e tals (ele até chegou e me deu um baita susto fingindo que era um assalto, demos risada por um bom tempo), daí só começamos a beber a vodka que eu comprei e beleza, como a nossa cidade é pequena nós falamos de todo o pessoal conhecido nosso, e foi bem boa nossa conversa, mas aí uma hora o álcool iria fazer efeito em nós e pronto, foi eu ficar um pouco mais tonto que o normal que eu já fui abraçando ele e tals, e aí ele começa a querer transar, fomos para um ponto mais escuro pra ter certeza que ninguém veria a gente aquelas horas e aí... só foi, transamos ali mesmo e cá entre nós foi bom só para ele, eu mal consegui penetrar ele e pra mim foi bem ruim mesmo, mas enfim... fomos pra casa depois de um bom momento abraçados enquanto eu dava carinho nele, e por fim se despedimos com um longo beijo (agora deem a nota pra fanfic ksadjak zoa, queria que fosse, porém isso ainda tá rolando :/). Mas aí que começa a desandar as coisas, pq quando eu cheguei eu mandei mensagem perguntando se ele chegou bem em casa e que gostei do tempo que a gente passou juntos (isso tudo na madrugada pro natal), e ele simplesmente não me responde mais, e eu perguntava pras amigas dele e elas falavam que por ele passar o natal com a família ele não entrava muito no celular, até aí ok, entendi bem e esperei, as vezes ele responderia depois do natal... que nada, passou dias e nada e eu cada vez mais desesperado pq eu queria saber dele a todo momento e eu mandava mensagem perguntando se eu fiz alguma coisa e tals e eu só via ele online sem visualizar nenhuma das minhas mensagens. Fiquei bem triste por um tempo, mas aí do n a d a já nesse Fevereiro, ele vem e me chama com um "Oi amor" no Insta e eu fiquei tipo "han?", mas tá, só isso já foi o suficiente pra eu me iludir e responder ele na maior vontade do mundo, e aí já acabamos marcando de sair outra vez, mas agora pra eu desabafar com ele sobre os lances de eu me assumir que acabou que um monte de gente ficou sabendo da minha sexualidade, e tá, meia noite fomos num clube aonde ele era sócio e entramos lá sem ninguém ver a gente, sentamos em umas cadeiras e ficamos lá mexendo no celular e conversando mais um pouco, e eu sempre tomando a iniciativa de tudo fui e chamei ele pra sentar no meu colo, ele meio questionando veio e beleza, fiquei ali abraçando ele forte e fazendo carinho nele, e enquanto isso ele começa a olhar as fotos dos amigos dele na minha frente e dizendo "Nossa, ele é muito gostoso" "esse me chamou pra deitar com ele na cama e eu só n vou agora pq não tem como eu sair da cidade já", (notas no meio do post: eu tenho 17 anos e ele 15), e eu fiquei muito triste aquela hora, só que o pior de tudo foi quando eu perguntei pra ele qual é o padrão dos meninos que ele gosta, e ele me dizendo que precisa ser sarado e tals (tudo padrão mesmo), e nessa hora eu fiquei ali me perguntando "qq eu tô fazendo ainda abraçando ele assim como se eu amasse ele? Ele não deve ter nenhum interesse no meu corpo, então deve tá me usando só como passatempo?" e eu na hora não fiquei tão mal assim, até pq depois de um tempo nós fomos para uma outra área do clube e acabou que transamos ali de novo. Acabando tudo, a gente se da ideia que tinham duas câmeras filmando a gente ali, e ele ficou muito assustado com medo de vazar algum vídeo dele ali. Aí fomos para casa, e nem se falamos mais. Daí minha amiga, que já sabia que eu era bi, disse que ia me ajudar a fazer ele me amar e tals (quase fomos em uma macumbeira, e ainda quero muito ir, não sei se vou), e tá, nesse fim de semana ela mandou mensagem pra ele dizendo "vc vem aqui em casa hj pra ficar com ele?" daí ele respondeu "com ele? claro que não" "mas por vc meu amor, eu vou até a lua", aí nessas horas eu já não sabia de mais nada, fiquei movido como um saco de bosta, aquilo me quebrou por dentro, até pq ela achava que ele não era bi e sim gay mesmo. E aí meio que foi isso, além de no Insta eu sempre ver ele interagindo com os outros amigos dele de forma bem carinhosa e tipo as minhas coisas ele nunca nem curtia, daí agora ele meio que tá comentando essas fotos dos amigos dele de uma forma mais de "hetero" mesmo kajsdkj tipo "lindo bro", e sério, eu não sei mais oqq eu faço, se eu continuo achando uma forma de fazer ele gostar de mim ou partir pra alguma coisa mais pesada (macumbeira né), pq eu sei que se eu me desapegar dele não vai ter outra pessoa por aqui na minha cidade que vá querer sair comigo e que eu tenha o mesmo interesse que eu tenho por ele, e namoro online está bem fora de cogitação. Me ajudem, o que eu faço?
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2020.01.24 03:08 grossecommeunevache A pessoa que eu mais amo está se matando e eu não consigo fazer ele parar.

A pessoa mais maravilhosa que eu já conheci, a pessoa mais carinhosa, mais sincera e mais confiável que eu já conheci na minha vida, a pessoa que sempre deixou tudo de lado pra cuidar de mim, que sempre escondeu sua dor pra me salvar está se matando, se destruindo, desistindo de si próprio, e eu sou fraca de mais pra salvar ele, ele me salvou tantas vezes e eu não consigo salvar ele uma única vez.

Meu irmão, o mais novo de nós três, o caçula, que sempre ficou quietinho no canto dele fazendo as coisas dele - desenhando, lendo livrinhos, andando no quintal atrás de insetos pra observar, olhando para qualquer pássaro que passava como se fosse a coisa mais impressionante do mundo, o garoto mais legal e inteligente que eu já conheci, o garoto mais sensível, carinhoso, generoso e honesto que eu conheci está desistindo, quer ir embora, sumir desse mundo.

Ele sempre foi meu melhor amigo, sempre junto de mim, jogando bola no quintal, bolando travessuras pra pegar nos nossos vizinhos, conversando comigo na madrugada sobre todos os tópicos mais aleatórios possíveis, sempre do meu lado, sempre me abraçando e sorrindo pra mim, me fazendo rir, sorrir e me erguer quando ninguém mais conseguia me fazer lutar, eu sempre vi ele com tanta admiração e orgulho, até um pouco de inveja, ele era o aluno exemplar, o gênio da classe, o favorito dos professores, trazia orgulho pra nossa mãe, até pro nosso pai, ele estava sempre aprendendo algo por conta própria, ele aprendeu a desenhar sozinho, desenhava animais tão bem, sabia tudo sobre história, adorava biologia, na nossa adolescência ele começou a se interessar por filosofia, política e geopolítica, quando ele falava todo mundo se calava pra ouvir o que ele tinha a dizer, por que ele era quieto e falava pouco mas também por que todo mundo sabia que ele era inteligente e não falava se não tivesse algo de útil pra dizer, ele escrevia muito, escrevia poemas lindos, eu tinha um orgulho imenso de falar "ele é meu irmão!" - me sentia na sombra dele às vezes, principalmente na escola, mas mesmo assim eu não conseguia deixar de me orgulhar por esse irmão maravilhoso que eu tenho, eu comecei a lutar, me esforçar pra ser como ele, eu tinha que estudar duro, passar noites debruçada nos livros e apostilas pra conseguir chegar no nível dele que nem se esforçava tanto assim e parecia conseguir essa excelência e destaque naturalmente, eu tinha certeza absoluta que ele iria ter um sucesso imenso na vida, todo mundo pensava isso, eu lembro que uma amiguinha de escola disse uma vez pra ele: "quando você for rico, tiver sua empresa, lembra de mim, tá?" todo mundo sabia com certeza absoluta que ele iria deixar todos nós pra trás comendo poeira, ele era especial, uma estrela.

Eu não sei o que deu errado, eu não sei o que fizeram pra quebrar o coração dele desse jeito, eu não sei se o tempo todo ele estava fingindo, resistindo, lutando, retaliando do jeito dele a crueldade e monstruosidade do nosso pai, se ele fazia isso pra compensar, pra se sentir valorizado pelos outros pra compensar o desprezo e ódio que nosso pai infligiu nele, mas eu sei que quando nossos pais se separaram e nós ficamos com a nossa mãe eu fiquei tão feliz, ele nunca me maltratou, na verdade eu era a favorita dele, ele tratava nossa irmã com muito carinho também, mas eu odiava ele por causa do que ele fazia com meu irmão, ele era horrível, maltratava ele o tempo todo, sem nenhum motivo, meu irmão era um menino incrível, ele obedecia tudo que nossos pais diziam sem reclamar, ele queria ser amado, ele queria mostrar o amor dele o tempo todo e tudo que ele recebia era desprezo, gritos, castigos, humilhações, violência, eu odiava ele e queria que ele saísse da nossa vida, queria que meu irmão fosse tão confiante e incrível em casa como ele era na escola, eu tinha certeza que quando eles se separaram meu irmão teria paz, mas não foi assim, ele começou a andar com pessoas que faziam coisas ruins, ele começou a fumar, depois beber, depois ele sumia de noite e de madrugada sem explicar direito onde estava, chegava estranho, de ressaca, aí ele começou a ter uma performance ruim na escola, cabular aula, não fazia sentido - ele nunca foi assim, o que está acontecendo maninho? você não era assim! mas ele não dizia, ele só dizia que estava tudo bem, e eu achava que era uma fase ou sei lá, eu não me preocupei como deveria, eu não fiz o que devia fazer, eu não fiz por ele o que tinha feito por mim a vida toda: deixar de lado minhas preocupações pra abraçar ele e cuidar dele. Eu falhei com ele e quando eu vi ele já estava bebendo todos os dias, fumando meio maço de cigarros por dia, fumando maconha, usando cocaína todos os dias ou quase todos os dias, injetando umas drogas que eu nem sabia que existiam, medicações que deviam ser injetadas em animais, em cavalos, por que caralho?? por que eu não consigo te ajudar? não consigo aliviar sua dor como as drogas aliviam? por que? eu te amo porra, eu vou ficar despedaçada se você morrer assim, eu já estou acabada, ver você no hospital todo imundo, vomitado, amarrado, se debatendo, gritando, olhando desse jeito como se nem lembrasse de mim já acabou comigo, o que eu faço pra te salvar? eu não sou médica mas eu te amo, eu daria tudo pra te salvar, o que eu faço? para de falar que tá tudo bem, não está nada bem, você é tão amado, tinha uma multidão de gente no hospital, seus amigos estavam lá querendo saber de você, brigando com o pessoa do hospital pra entrar lá e te ver, você é lindo, talentoso, inteligente, você é tão carinhoso, humilde, sincero e generoso que todo mundo gosta de você em todo lugar, na escola, no trabalho, no nosso bairro, por que uma pessoa assim está fazendo isso??? não está tudo bem se você está assim, para de ser idiota, para de achar que você tem que enfrentar tudo sozinho, para de mentir na minha cara sabendo que eu sei que você está mentindo pra mim, fala o que eu tenho fazer, eu faço qualquer coisa, eu faço agora mesmo, eu sacrifico tudo por você, mas eu preciso que você me dê só uma chance, por favor, não me abandona, eu sempre vivi com você, eu não sei como é viver sem você, eu não sei se eu consigo, eu tô com medo, eu não consigo parar de chorar, eu não sei o que fazer pra te salvar.

Eu não aguento isso, eu sinto raiva, eu sinto ódio, tanta gente que só fodeu comigo vivendo numa boa e meu irmão que sempre foi tão bom que acabava se prejudicando, sendo engando e mesmo assim perdoava sem pensar duas vezes, tratava as pessoas que maltratavam ele com respeito e compaixão está sofrendo desse jeito, que merda injusta do caralho mano, isso é errado, ele não consegue sentir raiva e odiar ninguém, não consegue machucar ninguém, então por que parece que ele se odeia tanto, por que ele se machuca tanto, eu não entendo isso, eu tô desnorteada, eu não sei o que fazer, eu só quero voltar atrás e abraçar ele antes de ele sair pela porta de noite sem dizer onde ia, dizer que eu amo ele e pedir pra se abrir comigo e contar comigo ao invés de ir atrás dessas coisas que estão destruindo ele.

Ele perdeu muito peso, ele não se cuida mais, ele foi parar no hospital várias vezes em uma única semana, ele não come, ele não conversa comigo direito, só desconversa e fica insistindo nessa merda de cuidar de mim quando é ele que precisa de cuidado, ele ficava escrevendo sobre suicídio, pesquisando sobre suicídio, ouvindo músicas de suicídio, ele deve estar em casa agora largado na cama olhando pro teto sem mexer um músculo ou do lado de fora bebendo e fumando sem parar, ele pode já estar morto, e eu não vou estar lá pra ajudar por que preciso estudar, eu não vou saber por que se mando mensagem ele diz que está tudo bem, mentindo pra mim, eu não quero perder meu irmão, não é justo, é errado, é cruel, eu não vou conseguir aguentar isso.
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2019.12.24 15:04 MinistroPauloCats O Bolero Venceu o Comunismo

Ironicamente, enquanto o Vietnã do Norte venceu a guerra, é a música "amarela" do Sul, proibida pelos comunistas, que os vietnamitas adoram.

Nos últimos anos, desfrutar canções de bolero escritas antes de 1975 de alguma forma se tornou moda no Vietnã. Um número crescente de jovens ouvintes recorre a esse gênero de música em ritmo lento como uma liberação emocional. Muitos cantores novos escolhem o bolero para iniciar suas carreiras. Alguns cantores cujos nomes são conhecidos por outros gêneros musicais começaram a cantar bolero para agradar seus fãs.

Esta não é apenas uma moda. Faz parte de uma história não contada de 60 anos.

A música moderna do Vietnã nasceu nos anos 1930 e cresceu rapidamente como uma mistura de elementos ocidentais e música tradicional. Teria sido uma jornada deliciosa sem o ponto de virada: a guerra de 9 anos contra a França, que eclodiu em 1946.

O governo do Vietnã, com sua típica postura dos países comunistas de drasticamente moldar uma cultura da classe trabalhadora, começou a mostrar seu ódio pela poesia e música românticas e emocionais. Sentindo-se oprimidos, alguns artistas que costumavam favorecer o Viet-Minh decidiram deixar a zona de guerra e retornaram às cidades, entre as quais Pham Duy e Thai Thanh, o maior compositor e diva vietnamita do século XX.

O ódio piorou depois que a guerra com a França terminou em 1954. Os Acordos de Genebra resultaram na primeira migração em massa de cerca de um milhão de pessoas do norte para o sul, na qual houve verdadeiros talentos que mais tarde se tornaram famosos. Entre os compositores românticos que ficaram em Hanói estava Van Cao, autor de muitas baladas famosas antes da guerra e, especialmente, autor do hino da República Democrática do Vietnã. Ele praticamente deixou de compor desde então.

Durante a próxima guerra - a Guerra do Vietnã - o gênero oficial de música permitido por Hanói foi a música revolucionária ou vermelha. O conteúdo dessa música era para homenagear líderes, o partido comunista e apoiar a produção na retaguarda e a guerra no front. O ritmo era geralmente rápido, e a melodia era veemente. Algumas músicas eram emotivas, mas em geral não eram incentivadas.

Não havia indústria de entretenimento ou música no norte, pois os cantores trabalhavam para unidades administradas pelo estado, civis ou militares, e eram pagos como funcionários públicos. A gravação e transmissão eram monopólio estatal, principalmente através da rádio Voice of Vietnam. O lançamento de música para fins comerciais ficou para a imaginação.

Abaixo do paralelo 17, ao contrário, a música ganhou outra vida. Desde o final da década de 1950, as músicas eram escritas principalmente usando os ritmos bolero, rumba e habanera. Em combinação com a música tradicional do sul, nasceu um gênero de música peculiar ao Vietnã - lento e triste. Com letras simples, mas poéticas e significativas, as músicas diziam muito sobre a vida: família, país, tristeza, felicidade, mas mais significativamente: guerra e amor.

Notavelmente, canções anti-guerra também foram aceitas, elas coexistiram com as canções em homenagem aos soldados da República do Vietnã. No entanto, não havia tais canções no norte para homenagear o presidente ou seu partido.

Além disso, a indústria da música cresceu no sul com muitas gravadoras e palcos musicais que, em duas décadas, introduziram no mercado centenas de cantores, muitos dos quais se tornaram lendas do bolero: Thanh Thuy, Hoang Oanh, Phuong Dung, Thanh Tuyen, e Che Linh. Esses cantores são famosos desde o início dos anos 1960 e ainda estão cantando.

Não está claro a partir de que ponto a música do Vietnã do Sul começou a ser chamada de música amarela. O motivo pode ter origem na bandeira nacional amarela da República do Vietnã, em oposição à vermelha adotada pela República Democrática do Vietnã.

Durante a guerra, era compreensível que a música amarela não fosse permitida no norte. Mas depois de 1975, quando o Sul foi derrotado e o Vietnã unificado, ela ainda não era permitida, pois era considerada um vestígio da antiga sociedade. Houve campanhas de propaganda para desencorajar o público de ouvir música amarela. No auge da repressão, os flagrados ouvindo música amarela eram punidos, e suas cassetes, discos e pautas de música confiscadas.

Apesar desse controle, a música amarela, cujo principal componente era o bolero, ainda era secretamente cantada por cantores do sul que não deixaram o Vietnã (ou não tiveram a chance de fugir) e pelos próprios ouvintes. A indústria da música foi morta, mas a música continuou viva.

Após a queda de Saigon e até meados da década de 90, ocorreu a segunda migração em massa do povo vietnamita. Os refugiados, conhecidos como povo dos botes, tentaram fugir do Vietnã em busca de liberdade. A música amarela os acompanhava a muitos cantos do mundo, especialmente aos Estados Unidos, a segunda terra dos vietnamitas anticomunistas. A música amarela continuou a ser cantada por cantores anteriores a 1975 e passou para as próximas gerações. As pessoas sobreviveram e a música também.

No Vietnã, depois de 1986, o controle do estado sobre a cultura em geral e a música em particular foi diminuído. A música amarela não era oficialmente permitida, mas não era mais banida. Na década de 1990, quando mais músicas de amor foram autorizadas a serem cantadas e compostas novamente, algumas músicas amarelas neutras também foram aceitas. Às vezes, os nomes dos compositores foram alterados, mas a música permaneceu.

Mesmo antes do amplo uso da Internet, embora proibido, os produtos musicais dos refugiados vietnamitas, como as séries Paris By Night e Ásia, encontraram seu caminho de volta para casa sob o novo nome: música do além-mar. Curiosamente, o governo se desviou de um controle rigoroso para um tipo de subsídio de fato. Mas a maior parte do legado musical do Vietnã do Sul, mesmo nos dias de hoje, permanece em silêncio e no escuro: as músicas são revisadas lentamente e aceitas uma a uma, a pedido de um comitê estadual de artes.

Nos últimos anos, a mudança tem sido dramática, pois muitos cantores estrangeiros recebem permissão para retornar e se apresentar no Vietnã. Cantores nacionais mais jovens começaram a recorrer ao bolero e o público se tornou mais jovem e não limitado a uma determinada classe. Cantar e ouvir música pré-1975 parece ter se tornado moda no Vietnã.

Além de poderem se apresentar, também existem reality shows chamados Solo com Bolero e Bolero Idol - competições em busca de talentos nesse gênero musical, uma vez banido. A maioria dos juízes convidados para Solo com Bolero são cantores estrangeiros, alguns dos quais costumavam ser banidos.

Ainda existem algumas restrições. O termo "música amarela" não é oficialmente usado na mídia. É intencionalmente chamado de música country, música antiga - e mais frequentemente bolero (muitas das músicas amarelas mais populares não são, de fato, bolero). Alguns cantores anteriores a 1975 conseguem obter licenças para organizar shows ao vivo em qualquer lugar, exceto a cidade de Ho Chi Minh, anteriormente Saigon.

Além do renascimento da música amarela, muitas vezes há queixas sobre a música contemporânea no Vietnã. "Lixo" e "sem sentido" são as palavras usadas para descrevê-lo. Voltando ao passado, neste contexto, existe a opção preferível. Ironicamente, é o passado do Vietnã do Sul que o público vietnamita está abraçando. A música revolucionária vermelha não é mais preferida pelos jovens ouvintes e é tocada principalmente em eventos oficiais.

Muitas pessoas atribuem o renascimento da música amarela ao fato de que ela exibe melhor as características culturais do país e está mais próxima da música tradicional. Ele fala com a alma e o coração dos indivíduos comuns, diferindo em muitos aspectos dos temas políticos da música vermelha.
Assim, enquanto o Norte pode ter vencido a guerra, a música e a cultura do Sul continuam vivas. Mais do que apenas sobreviver, ela prospera.

Dinh Duy é colunista freelancer e doutorando em Milão, Itália

https://thediplomat.com/2016/10/the-revival-of-bolero-in-vietnam/
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2019.12.24 09:19 MinistroPauloCats O Bolero Venceu o Comunismo

Ironicamente, enquanto o Vietnã do Norte venceu a guerra, é a música "amarela" do Sul, proibida pelos comunistas, que os vietnamitas adoram.

Nos últimos anos, desfrutar canções de bolero escritas antes de 1975 de alguma forma se tornou moda no Vietnã. Um número crescente de jovens ouvintes recorre a esse gênero de música em ritmo lento como uma liberação emocional. Muitos cantores novos escolhem o bolero para iniciar suas carreiras. Alguns cantores cujos nomes são conhecidos por outros gêneros musicais começaram a cantar bolero para agradar seus fãs.

Esta não é apenas uma moda. Faz parte de uma história não contada de 60 anos.

A música moderna do Vietnã nasceu nos anos 1930 e cresceu rapidamente como uma mistura de elementos ocidentais e música tradicional. Teria sido uma jornada deliciosa sem o ponto de virada: a guerra de 9 anos contra a França, que eclodiu em 1946.

O governo do Vietnã, com sua típica postura dos países comunistas de drasticamente moldar uma cultura da classe trabalhadora, começou a mostrar seu ódio pela poesia e música românticas e emocionais. Sentindo-se oprimidos, alguns artistas que costumavam favorecer o Viet-Minh decidiram deixar a zona de guerra e retornaram às cidades, entre as quais Pham Duy e Thai Thanh, o maior compositor e diva vietnamita do século XX.

O ódio piorou depois que a guerra com a França terminou em 1954. Os Acordos de Genebra resultaram na primeira migração em massa de cerca de um milhão de pessoas do norte para o sul, na qual houve verdadeiros talentos que mais tarde se tornaram famosos. Entre os compositores românticos que ficaram em Hanói estava Van Cao, autor de muitas baladas famosas antes da guerra e, especialmente, autor do hino da República Democrática do Vietnã. Ele praticamente deixou de compor desde então.

Durante a próxima guerra - a Guerra do Vietnã - o gênero oficial de música permitido por Hanói foi a música revolucionária ou vermelha. O conteúdo dessa música era para homenagear líderes, o partido comunista e apoiar a produção na retaguarda e a guerra no front. O ritmo era geralmente rápido, e a melodia era veemente. Algumas músicas eram emotivas, mas em geral não eram incentivadas.

Não havia indústria de entretenimento ou música no norte, pois os cantores trabalhavam para unidades administradas pelo estado, civis ou militares, e eram pagos como funcionários públicos. A gravação e transmissão eram monopólio estatal, principalmente através da rádio Voice of Vietnam. O lançamento de música para fins comerciais ficou para a imaginação.

Abaixo do paralelo 17, ao contrário, a música ganhou outra vida. Desde o final da década de 1950, as músicas eram escritas principalmente usando os ritmos bolero, rumba e habanera. Em combinação com a música tradicional do sul, nasceu um gênero de música peculiar ao Vietnã - lento e triste. Com letras simples, mas poéticas e significativas, as músicas diziam muito sobre a vida: família, país, tristeza, felicidade, mas mais significativamente: guerra e amor.

Notavelmente, canções anti-guerra também foram aceitas, elas coexistiram com as canções em homenagem aos soldados da República do Vietnã. No entanto, não havia tais canções no norte para homenagear o presidente ou seu partido.

Além disso, a indústria da música cresceu no sul com muitas gravadoras e palcos musicais que, em duas décadas, introduziram no mercado centenas de cantores, muitos dos quais se tornaram lendas do bolero: Thanh Thuy, Hoang Oanh, Phuong Dung, Thanh Tuyen, e Che Linh. Esses cantores são famosos desde o início dos anos 1960 e ainda estão cantando.

Não está claro a partir de que ponto a música do Vietnã do Sul começou a ser chamada de música amarela. O motivo pode ter origem na bandeira nacional amarela da República do Vietnã, em oposição à vermelha adotada pela República Democrática do Vietnã.

Durante a guerra, era compreensível que a música amarela não fosse permitida no norte. Mas depois de 1975, quando o Sul foi derrotado e o Vietnã unificado, ela ainda não era permitida, pois era considerada um vestígio da antiga sociedade. Houve campanhas de propaganda para desencorajar o público de ouvir música amarela. No auge da repressão, os flagrados ouvindo música amarela eram punidos, e suas cassetes, discos e pautas de música confiscadas.

Apesar desse controle, a música amarela, cujo principal componente era o bolero, ainda era secretamente cantada por cantores do sul que não deixaram o Vietnã (ou não tiveram a chance de fugir) e pelos próprios ouvintes. A indústria da música foi morta, mas a música continuou viva.

Após a queda de Saigon e até meados da década de 90, ocorreu a segunda migração em massa do povo vietnamita. Os refugiados, conhecidos como povo dos botes, tentaram fugir do Vietnã em busca de liberdade. A música amarela os acompanhava a muitos cantos do mundo, especialmente aos Estados Unidos, a segunda terra dos vietnamitas anticomunistas. A música amarela continuou a ser cantada por cantores anteriores a 1975 e passou para as próximas gerações. As pessoas sobreviveram e a música também.

No Vietnã, depois de 1986, o controle do estado sobre a cultura em geral e a música em particular foi diminuído. A música amarela não era oficialmente permitida, mas não era mais banida. Na década de 1990, quando mais músicas de amor foram autorizadas a serem cantadas e compostas novamente, algumas músicas amarelas neutras também foram aceitas. Às vezes, os nomes dos compositores foram alterados, mas a música permaneceu.

Mesmo antes do amplo uso da Internet, embora proibido, os produtos musicais dos refugiados vietnamitas, como as séries Paris By Night e Ásia, encontraram seu caminho de volta para casa sob o novo nome: música do além-mar. Curiosamente, o governo se desviou de um controle rigoroso para um tipo de subsídio de fato. Mas a maior parte do legado musical do Vietnã do Sul, mesmo nos dias de hoje, permanece em silêncio e no escuro: as músicas são revisadas lentamente e aceitas uma a uma, a pedido de um comitê estadual de artes.

Nos últimos anos, a mudança tem sido dramática, pois muitos cantores estrangeiros recebem permissão para retornar e se apresentar no Vietnã. Cantores nacionais mais jovens começaram a recorrer ao bolero e o público se tornou mais jovem e não limitado a uma determinada classe. Cantar e ouvir música pré-1975 parece ter se tornado moda no Vietnã.

Além de poderem se apresentar, também existem reality shows chamados Solo com Bolero e Bolero Idol - competições em busca de talentos nesse gênero musical, uma vez banido. A maioria dos juízes convidados para Solo com Bolero são cantores estrangeiros, alguns dos quais costumavam ser banidos.

Ainda existem algumas restrições. O termo "música amarela" não é oficialmente usado na mídia. É intencionalmente chamado de música country, música antiga - e mais frequentemente bolero (muitas das músicas amarelas mais populares não são, de fato, bolero). Alguns cantores anteriores a 1975 conseguem obter licenças para organizar shows ao vivo em qualquer lugar, exceto a cidade de Ho Chi Minh, anteriormente Saigon.

Além do renascimento da música amarela, muitas vezes há queixas sobre a música contemporânea no Vietnã. "Lixo" e "sem sentido" são as palavras usadas para descrevê-lo. Voltando ao passado, neste contexto, existe a opção preferível. Ironicamente, é o passado do Vietnã do Sul que o público vietnamita está abraçando. A música revolucionária vermelha não é mais preferida pelos jovens ouvintes e é tocada principalmente em eventos oficiais.

Muitas pessoas atribuem o renascimento da música amarela ao fato de que ela exibe melhor as características culturais do país e está mais próxima da música tradicional. Ele fala com a alma e o coração dos indivíduos comuns, diferindo em muitos aspectos dos temas políticos da música vermelha.
Assim, enquanto o Norte pode ter vencido a guerra, a música e a cultura do Sul continuam vivas. Mais do que apenas sobreviver, ela prospera.

Dinh Duy é colunista freelancer e doutorando em Milão, Itália

https://thediplomat.com/2016/10/the-revival-of-bolero-in-vietnam/
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2019.05.25 10:36 jwachowski Perto do coração ateu

Meu caro amigo. Amigo do coração que sempre foi um cara blindão. Um tanque de guerra a paisana que distribuía flores sem pisar no chão, pairando no ar das emoções. Diferente de nós reles mortais que sonham em viver um romance de novela, de série ou de filme do corujão.
Cadê o cara que dizia: “meu coração é ateu, graças à deus”. Enquanto eu respondia: meu coração é comunista se der mole eu tô na pista. Cadê o conselheiro de todos os textos de amor que escrevi e não soube como terminar porque só queria que meus personagens se dessem bem. Hipersigilando entre uma palavra e outra um nome impronunciável à luz do dia mas que sussurrava a noite inteira enquanto dormia.
Sim, era seus olhos que estavam diferentes. Ele ainda era o mesmo durão falando que queria apenas sexo quando eu zoava mas agora seus olhos estavam de um jeito que sei lá. Na verdade eu sei. Meus olhos também já brilharam assim. Ainda brilham e eu até que acho legal. Amar nos faz idiotamente criativos.
Ele estava tão quieto essa semana. Nem parecia o mesmo de sempre, sorridente e falante. Alegre e cantante. Havia algo de estranho com ele. Aqueles fones enterrados no ouvido quase sempre, tocando uma musiquinha que ele nunca deixava eu saber qual era. Mostrei o novo álbum da banda preferida dele mas nem me deu bola. Falei da nova temporada da série que ele curte e ele apenas disse que iria ver qualquer hora.
Ele faltou dois dias seguidos e acho que só eu mesmo poderia saber o que estava acontecendo. Eu percebi que seus nervos ficavam visivelmente a flor da pele quando um certo alguém chegava perto de nós. Como um Xerox Rolmes do amor eu não demorei a me ligar. As palavras que ele escolhia para completar os exercícios não eram costumeiros em sua voz. Usava objetos indiretos mas que eram diretos para quem tivesse os olhos de quem já sofreu por amor.
Isso tudo é elementar meu caro leitor. Ainda faltava uma peça para eu entender por que ele ficou assim tão de repente. Eu não conseguia entender como um cara bonitão, inteligente e como auto estima invejável estava daquele jeito. Estava quase indo pra debaixo da ponte como diria o velho Buck.
Certo dia eu estava na biblioteca quando sem querer encontrei aquela que faz o coração do meu amigo rezar uma novena para Vênus. Ela estava conversando com uma amiga na mesa enquanto eu procurava alguns livros na prateleira atrás delas:
— Ah amiga, eu tô tão triste que você vai embora.
— Eu também. Só deus sabe o que a gente passou até agora — Disse a prometida com voz chorosa.
— Esse presidente filho da puta porque invés de cortar verba ele não corta o próprio pinto murcho já que ele não deve usar pra nada mesmo.
— Haha você é foda miga. Vou sentir muita falta você, sua desbocada.
— Você vai quando?
— Vou no fim de semana. Minha mãe já até comprou a passagem. — Respondeu abraçando a amiga que começou a chorar. — Calma amiga, eu só vou trancar o curso. Quando tudo melhorar eu volto pra terminar — Ela disse isso com as lágrimas também escorrendo pelo rosto corado de sol. Eu sabia que ela não voltaria. Meu amigo também sabia. Todos sabiam.
Peguei meus livros e fui para casa. Liguei a tv, acendi um cigarro. A mesma coisa de sempre: sangue espirrando da tela ou qualquer outra abobrinha mentirosa e sem sentido para assustar quem só está preocupado consigo mesmo ou tentando sobreviver e não sabe o que se passa por aqui. Ninguém sabe o que passamos para chegar até aqui. Nós só queremos estudar man. Meu amigo apesar de durão só queria amar também. Como diz aquela canção: Nisso todo mundo é igual. Anjo do bem, governo do mal.
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2019.04.24 17:57 -Galactic_Cat- COMO NAO FICAR APAIXONADO?

de uns tempo pra ca eu acho q to apaixonado pela minha amiga, TODA HORA fica passando umas coisa na minha cbaçea tipo: imagina vc repousando a cabeça nesse colo, abraçando ela bem forte recostando a cabeça dela no seu ombro, beijar a mão dela, acordar com aquele cheiro de cabelo....FODA, eu tenho dificuldade em matematica e estudo pra caralho (umas 2 a 4 horas a mais alem da escola) o fenótipo dela muito me agrada, magrinha, cabelos castanhos, olhos castanhos claro, branca e labios carnudos, claro n tem peitão nem bundão mas acho q essa é a graça, a subjetividade da beleza indireta. Eu quero mt por ela no meu colo e beija-la...eu sei q n é carencia pq tem uma mina q ta indo atras de mim e eu n tenho desejo por ela, ela é mt oposta ao meu amor: bunduda, cabelo colorido, parda e tals. ENFIM como me desapaixonar? declarar n é um opção, pq eu acho q ela tem receio de eu ser ateu e tbm eu acho q n faço o tipo dela... inclusive eu tenho ciumes dela;-;
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2019.04.21 08:22 bnoassassins 02:52 LEMBRANÇAS BOAS

éramos eu e vc e nossa simplicidade não sei quando ou onde erramos mais aconteceu
vi uma foto e me lembrei daquele dia daquela foto que tiramos no corredor vc me abraçando e enrolando suas pernas em mim que momento amigos do Reddit que momento me sentia completo ao seu lado como se tudo ao redor não importava nada vc era e continua linda demais nesse dia em especial vc tava usado uma camisa minha da liga da justiça com seu shortzinho jeans e rasgado seu cabelo tava lindo do jeito eu mais gostava pulou me deu um abraço forte me beijou e olhou fixamente pra mim tipo cena de filme kkkkkkkk e naquele momento vi que esta cara a cara com o amor da minha vida olhava suas pintas no rosto que pra mim era como se fosse um céu de estrelas de tão lindo e belo
vc me perguntava pq tanto eu olhava pra vc acho que não sabia a paixão que eu tinha por estrelas .
sabe o filme efeito borboleta ? enfim quem sabe um dia eu esteja andando pelas ruas da pacata são josé dos campos e eu esbarre nesse amor novamente a vida é um novelo de lã.
nuca irei te esquecer e nem poderia fazer algo assim vc foi a pessoa mais importante que passou na minha vida e eu te amarei atei o fim da minha vida
gostaria que vc estivesse aqui comigo pra ver eu me levantando desse meu buraco que chamo de vida
perdão por tudo sei que fui falho
digo isso com o coraçao cheio de orgulho por ter vc em minha vida e por ter passado por ela vc foi a estrela que mais brilhou em minha vida e que continua a brilhar mesmo de longe Minha Estrela <3 F.
-UCHIHA
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2019.02.25 11:13 jwachowski DESTINE

— Cléo? — Oi. — Eu tô indo embora. — Você não vai nem esperar a janta? — Cléo disse enquanto descascava uma cebola na pia da cozinha. — Você tá me ouvindo? Eu disse que tô indo embora. Tô te largando. — João disse e colocou a case da semi acústica encostada na parede. — Porra, Cléo! Responde! Você não vai dizer nada? — Cléo cortou a cebola ao meio com uma Tramontina recém amolada. — Você nem quer saber porque eu tô indo embora? — Eu sei porque. Você tem outra. — Desde de quando você sabe? — Acho que desde de sempre. — Viu porque eu tô indo embora, Cléo? Porque você não diz nada? Não me esfaqueou a noite? Não fez escândalo? Podia ter queimado minhas roupas, eu não ia me importar. Eu só queria que você reagisse de alguma forma na vida. — Cléo continuou picando a mesma cebola sem se mexer do lugar. — O nome dela é Laura. — Eu sei. — Respondeu num tom de voz calmo e passivo. — Ela está grávida. O silencio corta a cozinha e a outra metade da cebola em cima da tábua de carne recebe uma gota de sangue da mão de Cléo. — Você tá bem? — Pergunta João. — Tô. Foi só um corte. — Disse Cléo enquanto tentava estancar o corte na mão com o avental de lavar louças. — Cléo, não tá sendo fácil pra mim também. Você a cada dia que passa tá mais parecida com sua mãe. Você não precisa viver a mesma vida que a dela. Eu tô cansado de esperar. Esperar você se resolver consigo mesma. Porque você não foi mais na terapia? Esses remédios que você toma estão te deixando cada vez mais passiva. Olha aquele perfume que eu te dei de aniversário, você nem nunca usou. Cléo, eu sinto tanta falta dessas pequenas coisas. — Cléo continuou calada e com a mão enrolada no avental. — Cléo! Olha pra mim PORRA!! — João disse enquanto a sacudia pelos ombros largos. Lágrimas escorriam dos seus olhos. — Ah.. meu amor.. o que aconteceu com a gente? — João disse a abraçando — Eu sempre vou te amar mas agora eu preciso ir. Você também precisa se libertar mas agora você está só.
Cléo foi até o banheiro do quarto lavar o corte na mão. Ouviu ao longe o som do carro se afastado quando passou em frente ao espelho. Se olhou mas não se reconheceu. Pensou que talvez sempre esteve só. Todas estão. Na penteadeira estava o perfume que João lhe dera. Pegou o frasco ainda lacrado escrito DESTINE e tacou com toda a força no espelho que rachou bem na altura do reflexo de seu rosto. Desabou em lágrimas novamente mas não se sabe se foi por raiva de sua própria passividade ou porque sabia que só ela mesma que ia ter que limpar a bagunça.
— Eu sempre quis usar batom vermelho mas minha mãe nunca deixou. Dizia que era coisa de puta. Na igreja, o máximo que usávamos era aquele brilho labial de morango que mais parecia que tínhamos acabado de comer torresmo de porco de tanto que brilhava nossos lábios de menina. Acabei me acostumando a não ter vaidade. Acreditei que se eu fosse uma boa dona de casa eu não precisaria de mais nada e minha vida se resolveria aqui nessa cozinha. Esperei os filhos mas no lugar deles vieram as neuroses e o desgaste. Se minha mãe me visse agora provavelmente diria que eu não soube segurar meu homem. Talvez ela esteja certa. Talvez não. Talvez nem eu saiba o que quero de verdade, mas agora eu sei que existe vida fora dessa cidade.
— O Uber chegou. Vamos? — Disse a irmã de Cléo disse entrando no quarto— Nossa tá gata hein? Vai sair arranjada do cinema. — Na verdade, eu não me importo. Não foi pra isso que eu me arrumei.— Disse Cléo enquanto dava uma ultima olhada para si própria no espelho novo.
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2018.08.01 04:05 blackmusashi Fones e lenços

E aí, escritores, acabei de descobrir esse sub e queria deixar aqui um pequeno texto postado originalmente no meu blog.
I hope you enjoy it.
__
Nessas idas e vindas da há duas coisas inevitáveis na vida de qualquer ser humano, independente de sexo, cor, classe social, religião, de esquerda ou direita, se prefere cachorro ou gato, etc. Que é a fossa, que, acredito eu, despensa apresentações. Mas caso alguém que esteja lendo isso ainda não tenha passado por isso (ênfase no ainda), farei uma definição bem porca do que ela é. A fossa é aquela situação em que você está triste, melancólico, se sentindo a pessoa mais desgraçada do mundo, sem vontade de viver, totalmente sem esperanças no futuro, isso tudo só porque teve seu coração partido por conta de um amor que não deu certo (alguém pode ficar na fossa por outros motivos, mas estou focando nesse porque é o que aflige 10 em cada 10 habitantes desse planeta chamado Terra, e provavelmente também de outros onde há vida).
O mais louco de tudo isso é como alguns encaram esse acontecimento é que abraçando com as tais “músicas de fossa”, que são basicamente músicas tristes e melancólicas, que vão te empurrar ainda mais pro buraco. É como se você estivesse com dor de dente e fosse ao dentista e ao invés de pedir pra ele tratar o dente ruim, você dissesse: pode enfiar aquela broca na minha gengiva? Não sei se a analogia é boa, mas acho que deu pra pegar a ideia.
Porém não estou criticando, também tenho minha playlist da fossa (que aliás não mudou muito com o tempo), e tem casos em que o melhor a se fazer é realmente entrar na onda e sofrer até não ter mais o que sofrer, mas com moderação, afinal tudo de mais é excesso.
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